Páginas Wesley Dmitruk em 07 Nov 2008
Inteligência Emocional
Você já deve ter ouvido falar sobre como emoções e sentimentos têm efeito direto em nossa qualidade de vida influenciando até mesmo a saúde física.
Pode ser que tenha lido em algum lugar ou assistido em algum programa na TV que as empresas hoje em dia preferem contratar um profissional com bom QE (Quociente de Inteligência Emocional) no lugar de outro com qualificações melhores, mas com baixo QE.
Talvez até já tenha feito algum workshop ou assistido alguma palestra que tenha abordado o tema ou frisado a importância de desenvolver sentimentos positivos ou de pensar positivo, visualizar objetivos, curas, etc.
Ou pode ser que nunca tenha ouvido falar nisso, afinal de contas o que é Inteligência Emocional? Para que serve? Como eu sei se tenho ou não bom quociente de IE?
Nessa série especial sobre IE vamos compreender um pouco mais sobre esse tema fascinante e suas implicações diretas e indiretas em nossa vida, então relaxe, coloque pra tocar aquela música que você gosta e prepare-se para conhecer um pouquinho da estrutura emocional do Ser Humano de acordo com as mais revolucionárias descobertas da PNL nos últimos anos.
O primeiro cérebro a surgir, desenvolvido pelos répteis seria o cérebro reptiliano ou complexo R, responsável pelas funções vitais de sobrevivência e por comportamentos instintivos relacionados a atividade sexual e marcação de território.
O segundo seria o sistema Límbico, também chamado por alguns de cérebro emocional ou cérebro mamífero, responsável por reações emocionais como alegria e tristeza, presente e bem desenvolvido na maioria dos mamíferos.
O mais recente é o Neocortex responsável pelo pensamento analítico racional, capaz de construir imagens e sons, presente e bem desenvolvido nos primatas e alguns mamíferos especícos como golfinhos, baleias e cachalotes.
Ao que sabemos apenas o homem apresenta consciência de sua vida, objetivos e sentimentos, ainda não se descobriu especificamente qual o fator que nos diferencia tanto de outros animais. Presume-se que a relação entre a massa cortical e o peso do indivíduo seja um bom indicador porém ainda não há comprovação.
Muitas linhas filosóficas e até religiosas apoiam essa teoria e possuem crenças relacionadas à consciência espiritual e sua ligação com o cérebro trino, Gurdjieff criador do sistema conhecido como “quarto caminho” referia-se ao homem como “o ser de três cérebros“, sua obra e estrutura de crenças ressalta a necessidade de neutralizar nossos sentimentos negativos para evoluirmos.
E o que isso tudo tem a ver com inteligência emocional ou PNL?
Não podemos usar a teoria do cérebro trino para corroborar o trabalho de PNL ou seus pressupostos pois ainda não dispomos de tecnologia suficiente para total análise e compreensão de nosso cérebro ou mente.
O que buscamos aqui é criar uma linha de raciocínio para compreendermos a importância da influência de nossas emoções e sentimentos em nossas decisões
Interpretamos nossas experiências de vida de forma racional, contudo é importante frisar que agimos e reagimos com nossos instintos, emoções e pensamentos e nossos três cérebros tem que se relacionar de forma a obter respostas que trarão melhor chance de sobrevivência.
É justamente nesse relacionamento cerebral que muitos conflitos podem ocorrer como resultado de aprendizados que entrem em oposição.
Quer exemplos do dia a dia?
Basta se lembrar daquele bocadinho a mais de feijoada que você não conseguiu resistir, mesmo sabendo conscientemente que já estava farto, e acabou tendo uma digestão difícil.
Ou então frente a uma decisão difícil ou conflito com uma outra pessoa, quantas vezes sentimentos como raiva ou medo influenciaram suas decisões?
Situações como essas ocorrem no dia a dia de qualquer pessoa, algumas conseguem ter boas reações frente a seus desafios outras não, algumas conseguem atingir seus objetivos outras não, algumas conseguem se livrar de padrões de dependência, outras não.
Partindo-se do pressuposto de que os seres humanos compartilham a mesma estrutura fisiológica, podemos dizer que o que diferencia cada ser-humano são seus aprendizados pessoais; esses podem ser percebidos em nossas crenças, valores, objetivos e comportamentos, incluindo reações emocionais, naturalmente que diferenças genéticas devem ser levadas em consideração, no entanto também podemos nos referir a essas diferenças como aprendizados.
Uma reação emocional quando é intensa ao ponto de gerar comportamentos que se oponham ao que a pessoa acredita ser bom para ela ocorre em resposta a um determinado aprendizado. Isso significa que em algum momento de seu passado aquela resposta foi a melhor que ela pode obter e por alguma razão continua respondendo dessa forma ainda hoje.
Diferente de nossa estrutura genética que herdamos ao nascer, nossos estrutura emocional é aprendida, ainda não compreendemos todos os aspectos de nosso aprendizado emocional, porém já descobrimos que é possível modificá-los, gerando a possibilidade de que novos comportamentos se instalem de forma natural e ecológica.
Para ilustrar de outra forma, podemos dizer que o medo que um leão sente na floresta diante de um inimigo é diferente do medo que um ser humano sente mediante a possibilidade de perder seu emprego e ficar sem dinheiro para pagar suas dívidas.
Nesse exemplo o medo humano tem um componente em sua estrutura que correspende a uma construção racional que envolve uma estrutura temporal sofisticada.
Quando nossos objetivos e valores tem como referências experiências negativas que tenham gerado estresse como situações traumáticas ou de abuso emocional é comum que existam sentimentos negativos relacionados a esses objetivos, esses sentimentos tem uma função e procuram atingir um objetivo.
Para encontrar soluções eficazes e efetivamente conseguir gerar novos comportamentos é fundamental que existam mudanças na estrutura emocional.
E é exatamente nesse ponto que a Neurolinguística se diferencia e se revela uma das mais poderosas ferramentas de mudança dos últimos anos.
O que é Inteligência Emocional
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