Arquivo de Abril de 2009
Ilusões Wesley Dmitruk em 29 Abr 2009
O Salto

- É aqui que devo saltar?
- Sim, é aqui mesmo!
- Mas… você tem certeza de que é seguro? É tão assustador!
- Não se trata de segurança, trata-se apenas de escolher saltar ou não, se você se preparou bem saltará em segurança.
- Mas talvez eu não queira saltar.
- Então tudo bem, você faz as suas escolhas, não foi você que escolheu saltar?
- Foi, mas agora já não me sinto mais tão seguro, antes parecia tão fácil… quando eu estava lá embaixo.
- Tudo bem… afinal você sempre tem a escolha de deixar de atingir seus objetivos, é isso que deseja fazer?
- ……………………………
- Você estava feliz lá embaixo?
- ……………………………
Wesley Dmitruk
www.khalanet.com
Coaching & Inteligência Emocional & PNL Wesley Dmitruk em 23 Abr 2009
Como dar e receber Feedbacks

Feedback pode ser traduzido como realimentação.
Sim, é exatamente isso! Uma palavra utilizada há muito tempo no mundo dos
circuitos eletrônicos e (ainda) pouco usada em relacionamentos humanos.
Não que seres humanos não troquem feedback, aliás o fazem o tempo todo. A
grande questão é:
Que tipo de feedback você tem praticado?
Agora imagine que sua mesa de trabalho seja conjugada com a de seu colega,
você tem seu espaço e ele tem o dele, no entanto não há um “muro” entre os
dois espaços, apenas uma linha divisória imaginária.
E você, como pessoa consciente que é, tem uma grande preocupação para que
seus objetos, papéis e outras coisas que utiliza em seu dia-a-dia não
invadam o espaço de seu colega, dessa forma procura manter uma boa
organização em sua mesa.
No entanto (Puxa vida! Por que será que sempre há um “no entanto”?), seu
colega de trabalho aparentemente não tem a mesma preocupação que você e nem
a mesma organização, dessa forma os objetos, papéis e outras coisas que
utiliza em seu dia-a-dia invadem seu espaço com muita freqüência, na verdade
muito além do que você considera como sendo apenas acidente.
No entanto (mais um “no entanto”), você como pessoa muito bem educada que é,
pacientemente empurra os objetos, papéis e outras coisas que seu colega
utiliza em seu dia-a-dia de volta para o espaço dele. Naturalmente você faz
isso quando ele não está presente pra que não pense que você o está
agredindo. Afinal de contas, longe de você querer criar um conflito por
conta de tão grande ninharia.
E com o passar do tempo essa situação se mantém, os objetos, papéis e
outras coisas que seu colega utiliza em seu dia-a-dia invadem seu espaço e
você pacientemente os empurra de volta quando ele não está presente.
No entanto (!!!), um belo dia aparentemente o universo conspirou contra
você.
Ao acordar de manhã você percebe que não dormiu bem, pois na noite anterior
ao preencher sua declaração de imposto de renda descobriu que terá que pagar
R$ 1500,00 de imposto adicional (e você estava contando com a restituição) e
não faz idéia de como fará pra que isso se encaixe em seu orçamento.
Nesse dia, ao levantar da cama já deu aquele delicioso chute com o dedinho
do pé… no pé da cama (ui!)… se cortou fazendo a barba… o leite ferveu
e derramou… o carro não pegou… descobriu que seu filho tirou nota
vermelha na escola… no ônibus (lotado) que você pegou pra ir trabalhar
havia uma pessoa ao seu lado usando um delicioso desodorante com cheiro de
suor vencido há cinco dias… e ao chegar ao trabalho (não antes de ter
pisado em um belíssimo cocôzão de cachorro) eis que, em sua mesa há uma
caixa enorme com documentos que pertencem ao seu colega e que ele pôs sobre
sua mesa pois não havia lugar na mesa dele.
Ocorre que por uma dessas grandes coincidências do destino seu colega
aparece exatamente 10 segundos após você ter desligado o telefone, (pois sua
esposa te ligou avisando que o conserto do carro vai custar R$ 850,00) e
então ele te diz:
- Olá! Coloquei essa caixa na sua mesa apenas porque no momento estou sem
espaço na minha, espero que você não se importe, já já eu tiro.
E o que você pensa nessa hora? “No
momento???NOMENTOESTÁSEMESPAÇOEMSUAMESA?
QUANDOFOIQUEVOCÊTEVEESPAÇOEMSUAMESA?
” eis que então você finalmente toma a decisão de que chegou a hora de dar
um feedback pra esse “folgado” de seu colega de trabalho, afinal essa foi a
gota d´água.
Então você se levanta de sua cadeira, com a respiração rápida e na altura do
peito, punhos cerrados (com exceção do dedo indicador da mão direita que
você aponta pra cara dele), com a área entre as sobrancelhas bem franzida e
diz na forma mais educada que você conhece:
- Cara você nunca tem espaço na sua mesa… sabe o que isso significa? Que
você é um puta dum folgado do ca@*@(#8! Será possível que você não se liga
que essa é a minha mesa, A MINHA MESA!!! Arruma a sua mesa que você vai ter
espaço pra colocar suas tralhas. Se liga cara!!! Daqui pra frente se eu
chegar na minha mesa e tiver alguma coisa sua eu vou jogar no lixo, ta
entendendo? NO LIXO!!!
Ok, ok, ok… talvez o exemplo seja um pouco exagerado, talvez isso nunca
tenha acontecido com você, no entanto (+1) acredito que você é capaz de
imaginar as repercussões que um evento como esse pode gerar.
E o pior é que… no fundo você gosta de seu colega, já saíram pra vários
happy-hours juntos, e até em algumas situações ele te ouviu quando você
precisava conversar sobre um problema que teve em casa e agora… por conta
desse evento, sua relação com ele pode ficar abalada… ou no mínimo vai
rolar um “climão”, sem contar que você acabou de virar o assunto da semana
no escritório.
Que dia hein!!!
Pois bem… talvez essa situação pudesse ter sido evitada… talvez não…
Como seria se você pudesse aprender a praticar feedbacks de forma eficaz?
Então anote as dicas:
[(o)] Pra fornecer feedbacks:
Feedbacks saudáveis devem preservar a identidade de quem os recebe.
Isso significa que nenhum feedback adequado começa com “você é…”
(tá tá tá!…… feedbacks positivos podem começar com “você é” “você é
legal”, ”você é fantástico”, “você é inteligente”, etc.)
[(o)] Feedbacks saudáveis devem ter descrição comportamental e ambiental
(Onde, quando e o quê).
“Sabe aquele dia em que estávamos comendo uma feijoada naquele restaurante
lá na esquina e você mudou sua cadeira de posição pra que aquela moça
grávida pudesse passar? Aquilo foi muito legal, pois demonstrou o quanto
você se preocupa com os outros”.
É fundamental descrever especificamente o comportamento para o qual você
está dando feedback.
[(o)] Feedbacks negativos devem oferecer novas opções de comportamentos.
“Sabe aquele dia em que estávamos comendo uma feijoada naquele restaurante
lá na esquina e sua cadeira ficava no meio do corredor? Teria sido muito
legal se você tivesse mudado de posição pra que aquela moça grávida pudesse
passar, demonstraria o quanto você se preocupa com os outros”.
[(o)] Evite deixar que uma pequena situação se transforme em uma grande
situação, resolva enquanto ainda é pequena.
[(o)] E a dica de ouro:
JAMAIS (deixe-me repetir)
JAMAIS (mais uma vez)
JAMAIS (de novo)
JAMAIS dê feedback quando VOCÊ NÃO estiver em um bom estado emocional.
[(o)] Pra receber feedbacks:
Se o feedback que está recebendo for positivo… Ouça.
Se o feedback que está recebendo for negativo… Ouça.
Ouça.
Ouça.
Ouça.
Fique calado.
Avalie.
Fique calado.
Ouça.
Ouça.
Ouça.
Fique calado.
Agradeça.
Fique calado.
Avalie o feedback, aproveite o que puder aproveitar e se você achou que o
feedback não tem nada a ver (pois é! Muita gente não sabe dar feedbacks)
então o descarte.
Agradeça pelo feedback.
É isso aí… simples, simples, simples de marré, marré, marré!!!
Desafio você a praticar feedbacks saudáveis em seu dia-a-dia e não perceber
grandes mudanças em sua vida.
Wesley Dmitruk
www.khalanet.com